Futebol: domingo tem Gre-Nal

    Os meus Gre-Nais inesquecíveis foram muitos. Foram todos. Claro que aquele, de 1975, com Zequinha fazendo três gols na vitória gremista por 3 x 1, no Beira-Rio, ocupa um lugar de honra na memória. Assim como aquele de 1977 – aquele! -, em que André Catimba fez um golaço, pé trocado, bola no ângulo, e depois se estatelou de barriga no chão porque não conseguiu concluir a cambalhota. Aquele gol de André, depois de uma bola magistral enfiada por Tadeu Ricci, interrompeu uma série de oito campeonatos gaúchos seguidos do nosso arquirrival. Eu tinha 12 anos e aquela partida, aquele Gre-Nal, me fez entender, de uma maneira até então desconhecida, como o futebol não é uma questão de vida ou morte; é muito mais do que isso. (Créditos da frase para o grande Bill Shankly,  thanks, Bill.) E teve também, naquele mesmo maravilhoso ano de 1977, o Gre-Nal do gol mais rápido da história: Iúra, aos 14 segundos. Pois é. E então agora aqui estou, já passado dos 45 (não minutos de jogo, mas de idade)  aguardando com ansiedade o Gre-Nal de domingo, o primeiro Gre-Nal de Renato Portaluppi como técnico do Grêmio. O Gre-Nal que terá de ser de Douglas e de Jonas, mas também de Victor e André Lima e Gabriel e todos os outros. O Gre-Nal de Celso Roth na casamata inimiga (ainda bem que é a casamata do lado de lá) comandando D’Alessandro, Tinga, que talvez não jogue, lesionado… É, domingo tem Gre-Nal, no Olímpico, nossa casa querida. Zequinha, André, Iúra, Renato, Douglas, Jonas. E do lado de lá… Bom, do lado de lá está o lado de lá. Apenas isso. Tudo isso. São 101 anos de Gre-Nal. Mas parece muito mais. Parece que começou com o nascimento do mundo, do universo, e que não vai terminar jamais. Eternidade. Mas isso não importa, na verdade, porque os dois - é isto o que se espera – vão jogar como se não houvesse amanhã, para honrar as tradições do clássico. Porque se sabe que só existe amanhã para quem ganha o Gre-Nal. Pelo menos um amanhã que valha a pena ser vivido.

2 comentários até agora

  1. Jorge Aita on

    Cláudio, meu irmão.

    Domingo o Olímpico estará lotado. Maravilha. Nossa torcida fará, como sempre, mais um espetáculo inigualável. Tu tens razão: parece que essa rivalidade surgiu antes de tudo. Estarei lá, e será o primeiro Grenal que assisto como Conselheiro do nosso Grêmio.

    • claudiolovato on

      Jorge, meu amigo, meu irmão e agora Conselheiro do nosso Grêmio: estarei lá também; não fisicamente, mas estarei lá. Ou seja, estaremos juntos, como sempre. Um baita abraço e os meus parabéns emocionados pela conquista de uma vaga no Conselho. Uma conquista que – quem te conhece sabe muito bem disto – é também uma tremenda conquista do Grêmio.


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